segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Felicidade, essa é a onda do verão 2008!!!

Clima de festa, tempo de férias! É hora de fazer o balanço do ano que passou e traçar os desafios, projetar novas promessas. Muitas delas (ou quase todas!) não serão realizadas e nem se quer contabilizadas no próximo balanço anual.
Nessa época do ano tudo fica diferente. A estação muda, entra o horário de verão, as aulas terminam, churrascos são feitos com mais frequência, compras de natal, compras de ano novo, amigo secreto (s), almoço de confraternização, jantar de confraternização, calor aumenta a cada dia que passa, até que chega a data tão esperada...dia 31 de dezembro. Aí a correria aumenta, começa a maratona rumo ao próximo ano: prepara a cumilança, arruma a casa, faz mais compras, abastece o freezer, arruma as crianças, chegam os convidados. UFA! Até que enfim. Todos sentam na mesa e se deleitam como se fosse a última ceia. Bem, e é. A última do ano pelo menos.
Nessa altura, quase todos já estão embalados pela champagne, cervejinha, whisky e por aí vai. O relógio marca 11:45 hs. O alvoroço começa de novo (acho que nunca acabou!). Cada um com a sua taça. um grita:
- Mas eu não bebo!
- É só para brindar o ano que está chegando.
- A tá!

Garrafas de champagne a postos. Contagem regressiva: 9,8,7,6,5,4,3,2,1. VIVA! FELIZ ANO NOVO!
Abraços, beijos, felicitações. Alguns até choram. Mais alvoroço. Os fogos iluminam o céu, uma chuva de cores e luzes.
Uns 47 minutos depois, me deparo com um sentimento estranho. Não dói, mas parece que por um instante fiquei triste. Uma coisa parecida com melancolia, misturada com nostalgia. Logo passa e lembro que é Ano Novo. Que tenho 365 dias para realizar minhas metas. OPA! Mas quais são as minhas metas mesmo?
Vamos lá!
Estabelecer metas claras para atingir os objetivos. Rir bastante, estar com os amigos, com a família, criar maneiras de ser feliz a todo momento e o mais importante....SAÚDE. Essa foi a palavra eleita para as felicitações.

MUITA SAÚDE PARA TODOS NÓS! O RESTO A GENTE CORRE ATRÁS!

domingo, 25 de novembro de 2007


Uma comédia da vida real

Saneamento Básico - o filme, é uma satira a vários acontecimentos envolvendo a vida e o cinema. Uma vila no interior do Rio Grande do Sul, precisa construir uma fossa. sem dinheiro, a prefeitura reconhece a necessidade da obra, mas não aprova o projeto. Porém, informa aos moradores que possuí uma verba de 10 mil reais para serem gastos em um filme. E se isso não acontecer o dinheiro será devolvido ao governo do estado. começa então uma corrida para a execução do projeto. sem ao menos saber o que é ficção, os moradores começam a construir o roteiro, conseguem uma camera e dão início às filmagens. Com muito humor, a película se transforma em uma matéfora da arte em nossas vidas. A fossa foi iniciada, mas não concluida e isto nos remete a política nacional. quantas obras pagas inacanadas existem neste país? Bem próximo está a ampliação da Baltazar da Rocha, o metrô de superfície e as obras nas pistas dos aeroportos. A ficção se aproxima da realidade: obras inacabadas, promessas não cumpridas.

O Poderoso Peixão

Relembrando um livro de Ernest Hamingway e ainda um conto infantil me deparei com a realidade brasileira. O velho e o mar conta a história de Santiago, um velho pescador Cubano que fica 81 dias sem pescar nada e promete acabar com isso. com uma linha, anzol e iscas que ganhou do amigo Manolin, ele se aventura no mar para procurar o maior peixe de todos. Um animal tão grande e forte que um velho sozinho não conseguiria pegá-lo. Quase sem querer eu misturo a história com o conto. Vem a imagem lúdica da história do peixe liso. Onde pescadores de uma vila inteira vão à procura de um peixe que, como na história de Hamingway, é grande, forte, poderoso e liso. O que dificulta muito a captura. São dias e noites em alto mar para tentar fisgar o peixão. Uma batalha sofrida. mas o dia certo estava por chegar, com a lua minguando, quando a maré fica mais baixa. Porém, a noite é mais ecura e sombria. Eis que aparece uma mancha nas águas gélidas do inverno. É ele, o rei dos mares. Os pescadores preparam-se para capturar o bicho. Todos juntos, como se fossem um só, tentam agarrar a presa. De repente, como se estivessem enfeitiçados, alguns homens fogem com medo do animal, tamanha era sua força e inquietude. Os que ficaram, continuaram na luta com o animal. O que les não sabiam era que o peixe estava tão liso que parecia que tinha sabão no corpo. Como num passe de mágica, o soberano dos mares consegue se livrar dos pescadores e volta às águas profundas para continuar o seu reinado. Será que os 40 senadores que votaram pela absolvição de Renan Calheiros também estavam enfeitiçados como os pecadores? Ou será que o Presidente do senado é como o poderoso e temido rei dos mares??

A pizzaria do Senado

Em votação secreta, o Senado Brasileiro absolveu o seu Presidente das acusações levantadas contra ele. Como dizem que os brasileiros têm memória curta, vamos relembrar alguns fatos.
Em junho de 2007, Renan Calheiros foi acusado de receber ajuda financeira de um lobista, Cláudio Gotíjio. O assunto teve destaque na revista Veja de atuação nacional. Segundo a reportagem, de janeiro de 2004 a dezembro do ano passado, o lobista teria pago pensão mensal de 12 mil reais para a filha de 3 anos que o senador tem com a jornalista Mônica Veloso, além do aluguel de 4,5 mil reais, de um apartamento de quatro quartos em Brasília. O montante era pago em dinheiro dentro de um envelope, 16 mil. O senador se defendeu dizendo que era recurso próprio, vindo da venda de gado, que não foram declarados no imposto de renda. O que foi desmentido. Então, o que sobra são os seus rendimentos como senador, 12 mil reais brutos por mês.
Vamos esclarecer outra coisa. O tal decoro parlamentar, está descrito no regimento interno de cada casa do Congresso Nacional. Algumas atuações ferem esse decoro, como: abuso de poder e recebimentos de vantagens indevidas. Pizza!! Juntando todos os ingredientes, podemos montar uma pizza tamanho família, bem recheada. Com bastante mentiras, cinismo, cara de pau, um toque de injustiça para temperar e corrupção para dar um ar de requinte. Ah! E não esquecendo que essa pizza é bem cara, viu? Com todos esses ingredientes, ela sai por 16 mil reais, mas se chorar um pouquinho você leva por 12. Quem quiser saborear a Pizza Calheiros é só pedir lá na pizzaria do senado!!

terça-feira, 3 de julho de 2007


Assim caminha a universidade
Durante a leitura de uma revista, passei os olhos em uma matéria e fiquei curiosa. "Assim cominhava a universidade" se intitula a tal matéria do jornalista Luiz Carlos Silva Eiras. Ele relata a sua trajetória pelos diversos bancos escolares. O texto é dividido por datas entre 1976 a 1981. (Humm! Eu não era nascida ainda.). Logo no primeiro paragráfo identifiquei alguns métodos didáticos usados até hoje, os famosos "seminários". Geralmente as instruções são passadas nos primeiros dias do semestre. O professor expõe os temas aos alunos formam grupos e escolhem os assuntos, debatem entre si, fazem um relatório para a turma e o professor tira as conclusões. Daí nasce a prova em grupo. Onde o aluno que domina o assunto fala, o que tiver melhor letra escreve os demais assinam – "assinaturas que podem ser conseguidas antes da prova, liberando-os para outras atividades como ler revistas, conversar, ir embora, etc. Para o professor também é ótimo: são menos provas a corrigir. Uma turma de 40 alunos, por exemplo pode ser facilmente reduzida a oito provas". Particularmente não sou muito fã dos seminários. Se bem que pensando melhor, são muitos os favorecidos, deve ser esse o segredo do sucesso. Afinal de contas, é um hit entre os professores, 8 entre 10 o adotam!
Do decorrer do texto, vou ficando mais envolvida com a história da vida real. Derrepente brota do texto a famosa frase da "tchurma" dos que chegam quase na hora de ir embora: "O professor já fez a chamada?"
Minha surpresa é maior quando encontro nas linhas bem escritas " a professora das fichinhas". Batata! Esse era o nome que faltava! Fichinhas ou lâminas, sem elas não tem aula e nem professor. A turma se divide entre os contra e os a favor. Uns querem que a universidade substitua o tal professor, outros acham que não, pois a universidade levaria muito tempo para substituir o docente e assim perderiam muitas aula, ou melhor lâminas!
Trinta anos nos separam. Os fatos são interligados e se misturam. Passado com presente. Um alívio repentino, por encontrar um pedaço da minha realidade acadêmica alí relatada. Pensei, nada está perdido, tudo isso é normal. Um minuto depois, me preocupei novamente. Estamos empregandos por vícios didáticos, que são odiados e aclamdos!
Mas, como diz Fernando Pessoa, "tudo vale a pena se a alma não é pequena". Vamos falar, cantar, gritar, batucar com tampa de panela, colocar o nariz de palhaço para tudo aquilo que não concordamos. Pois, no país das injustiças tudo é possível até o impossível!!!