quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Arte pelo centro de Porto Alegre....

No centro da cidade encontramos de tudo um pouco. Muita gente, lojas, bancas, camelôs, centros culturais, mais gente. Em Porto Alegre não é diferente. A parte central da capital gaúcha é recheada de pontos turísticos, entre eles estão o Margs, o Santander Cultural e a Usina do Gasômetro. Muita coisa acontece por lá, e normalmente com entrada gratuita. Em tempos de férias, nada melhor que aproveitar o que a cidade tem a nos oferecer. Pois bem, resolvemos explorar a Porto Alegre Francesa com uma máquina fotográfica, muita disposição e curiosidade.
Este é o ano da França no Brasil e por isso, esses locais estão oferecendo várias exposições com autores franceses e o melhor, de graça. Começamos pelo Santander Cultural, onde acontece a mostra fotográfica Reflexio: Imagem Contemporânea na França. Os artistas selecionados são: Catherine Rebois, Eric Rondepierre, Jean-Luc Moulène, Patrick Tosani, Suzanne Lafont e Valérie Jouve.
O Margs está com uma exposição comemorativa muito concorrida. A entrada é um quilo de alimento. Milhares de pessoas já passaram por lá. Não entramos na mostra, pois tinha uma fila enorme, deixamos para a próxima semana. Partimos então para a Usina do Gasômetro, onde acontece a Mostra Urbana. São painéis enormes e coloridos que refletem a arte das ruas. A união de 20 artistas locais que produzem arte em Porto Alegre e mostram suas obras em estruturas dentro do gasômetro. A arte urbana desses artistas está exposta em enormes painéis criados pelo arquiteto Felipe Helfer e estão localizados no mezanino da Usina. Eles criam uma espécie de labirinto de arte com janelas que permitem uma conexão entre as obras. Vale à pena conferir!
Pra finalizar o passeio nada melhor que um café para aquecer e se o dia for gelado, porém ensolarado é só esperar e fechar com um avermelhado por do sol, no Guaíba.






Serviço:
Reflexio: Imagem contemporânea na França
Local: Santander Cultural, Rua Sete de Setembro, 1028
Data: a partir de 24 de abril de 2009
Horário: Terças às sextas-feiras das 10h00 às 19h00
Sábados, domingos e feriados das 11h00 às 19h00
Entrada franca


Margs- Museu de Arte do Rio Grande do Sul
Arte na França 1860 - 1960: O Realismo
Data: 13 de Julho de 2009 a 30 de Agosto de 2009
Horário: De terças a domingos, das 10 às 19 horas.
Entrada: Ingresso solidário, doação de 1kg de alimento.
Mostra reúne grandes artistas como Renoir, Picasso, Matisse, Cézanne, Monet, Modigliani e Manet.


Usina Urbana
Local: Usina do Gasômetro, Av. Presidente João Goulart, 551- Centro
De terça a domingo, até dia 20 de setembro.Entrada franca
A exposição reúne o trabalho de 20 artistas locais, com técnicas como grafite, pintura mural, stencil e colagem.
Manoela Rysdyk e Monica Brum
Fotos: Manoela Rysdyk

segunda-feira, 4 de maio de 2009

El baño del Papa



Uma realidade pobre, sofrida e cheia de sonhos é o que mostra O banheiro do Papa. Belas imagens contrastam com o esforço de Beto, um “bagayero” que percorre cerca de 120 km por dia de bicicleta. Melo é o vilarejo no Uruguai onde vive Beto e sua família e é onde o papa João Paulo II irá fazer um discurso sobre a importância do trabalho.
A cidade toda se prepara para a visita do papa. São esperadas mais de 50 mil pessoas. Os moradores de Melo vêem nisso, uma chance de ganhar dinheiro. Assim começa uma super produção de artigos e alimentos para a chegada do pontifício. São quilos e quilos de lingüiças. Milhares de pães. Incontáveis pastéis.
Beto que sobrevive das vendas dos artigos que traz de maneira sofrida e ilegal do Brasil, olhando toda a movimentação de seus vizinhos na preparação dos alimentos tem a idéia de construir um banheiro público para que os visitantes possam aliviar-se de tanta comida.
Sem dinheiro e com o joelho machucado de tanto pedalar, Beto vai passar por poucas e boas até a chegada do Santíssimo. Mesmo não acreditando muito na idéia do marido, Carmen e Silvia filha do casal, o ajudam nessa empreitada.
A interpretação de César Trancoso (o Beto) é incrível. Ele consegue transmitir os sentimentos de maneira envolvente. Sonhador e cheio de vontade de viver, é assim que ele constrói o personagem e encanta pelo sua interpretação. Ao lado de Virginia Mendez (sua esposa) eles formam um casal que divertem e emocionam o grande público.
No final das contas, o público não compareceu como o esperado. E o que era para ser uma grande festa, com muita comilança se transformou em uma tragédia. A realidade se mistura com a ficção e dá vida ao excelente filme de Enrique Fernádez e César Charlone.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Entre um Cabernet e um Pinot noir

Assim como não se sabe quem inventou a roda a origem do vinho também é desconhecida. De qualquer maneira, é uma bebida que já foi apreciada por muitos povos na história da humanidade. Na Grécia encontramos a Deusa do vinho, na Itália os padres a aprecia faz tempo, na França encontramos bons Bourdox desde as cruzadas, em Portugal as castas são muito antigas e são produzidas em varias regiões como no Douro, sem falar no vinho do Porto. Atravessando o oceano, vamos dar uma para na Califórnia. Essa região dos EUA exporta para o mundo muitos artigos, um deles é o vinho. Um ótimo o vinho por sinal.
O filme Sideways, tem como cenário principal a Califórnia, em especial lugares onde se concentram as vinícolas. Uma viajem destinada a degustação de vinhos. Um enófilo e um bêbado. Os personagens principais da trama são, Mile um escritor e Jack ator. Eles saem de San Diego, passam por Los Angels, Oxnard,Santa Bárbara e por aí vai. A paisagem das plantações de uvas é digna de filme. Na primeira parada da dupla, você logo vai identificar o entendedor de vinho e o de álcool. O primeiro degusta um Pinot noir e o descreve com palavras que seu amigo não imaginava que se usava para falar de vinho. Aroma de morango, um pouco de maracujá, e ainda aspargo. Quando testa o vinho ainda descobre aromas mais interessantes como gosto de queijo. De todo modo ele concorda e degusta também. A história do filme não é o melhor, mas o universo dessa bebida formidável sim. Toda trama é costurada com sutil bom humor.
Não é a primeira vez que assisto ao filme, o que mais me atrai é o universo do vinho. As partes de degustação me prendem. Certa vez em terras Lusitanas, participei de uma degustação orientada, se chamava “Volta ao mundo”. Na ocasião, estava acompanhada de duas amigas, uma enóloga e a outra assim como eu, apenas apreciadora da bebida. A degustação aconteceu dentro de uma feira em Lisboa, se chamava Encontro com o Vinho e Sabores. O visitante na entrada recebia uma taça, própria para degustação e podia experimentar (se conseguisse) todos os vinhos lá expostos. Para a degustação orientada era preciso fazer uma inscrição antecipada. Seguindo a amiga enóloga fomos para a tal degustação. Tudo muito organizado. A sala destinada ao beberico com modos estava organizada com mesas duplas, blocos para anotações, um baldinho para cuspir, água e em cima da mesa a toalha de papel era marcada com lugares para as taças, muito interessante e diferente. Um universo que não imaginava. Todos a postos, o primeiro vinho foi apresentado. Ah! Na mesa principal estavam sentadas pessoas que realmente entendem do assunto e eram elas que apresentavam o produto para nós. O primeiro que degustamos foi um francês, começamos pelos brancos, Paul Blanck Sommerberg 2001. Não encontrei nenhuma anotação para esse vinho em meu caderninho (aquele que recebi na entrada!). Acho que nesse momento estava mais preocupada em imitar os outros do que com o vinho. Vamos pular para o vinho de numero sete, nessa altura eu e minha amiga já estávamos super entrosadas com as palavras para descrever a bebida. Era um vinho português, do Alentejo, Herdade dos Grous Reserva 2004, segundo minhas anotações ele era liso, não muito encorpado, porém forte. O aroma passava do café para canela, frutado e muito perfumado. Sabor caramelo, charmoso e elegante. Na parte que perguntava comprar? Coloquem um sim bem grande. Hum! Deu até vontade de tomar um vinho, quem sabe um 100% Cabernet Souvignon amadeirado e frutado! Bem continuo sendo apenas uma apreciadora de vinhos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

As teias da vida


Em tempos mais calmos de descanso é possível fazer algumas analises, que em dias normais certamente não aconteceria. É natural, por causa da correria do dia-a-dia, deixarmos para trás muitos momentos importantes da vida que deveriam ser avaliados. Digo isso, no sentido de crescimento e até de bem estar. Ao invés de tomar essa iniciativa de avaliação, muitas vezes deixamos o estresse tomar conta do corpo, trazendo ainda uma ligeira dor de cabeça. Porém, tudo isso pode ser rapidamente maquiado com uma generosa taça de vinho. Um bom Cabernet Sauvignon. Pronto, mais relaxados, sem pensar no que aconteceu, somente desfrutando aquele momento de integração e até certo êxtase, você e sua dose diária de animo. Hoje escutei na sala de espera do médico, que duas ou três taças de vinho são o calmante da dona de casa. A moça completou:
- Durmo que é uma beleza!
Bem, acho que esse luxo não é só da dona de casa. È uma saída se for acompanhado de um bom papo. Sei que é um pouco brega falar sobre isso, mas eu sou daquele tipo que precisa estar sempre lembrando de certas coisas. Confesso que escrevendo e bancando a escritora de auto-ajuda é uma das maneiras que me encontro (humm!) . Segundo uma grande amiga eu sou uma pessoa difícil. Essa deve ser uma das razões de tudo isso. Muitos momentos importantes e acontecimentos passam batidos no nosso cotidiano. Pode ser por falta de tempo, por comodismo, ou até por não enxergar tal momento como tão importante assim, que isso aconteça. Porém, tempos depois percebemos as ligações da vida. Aí começa aquela coisa de mundo pequeno, das coincidências, outros chamam isso de destino. Sei lá!
Penso que o caminho é uma boa reflexão do que você acha que deve permanecer na sua vida. É um pouco complicado, pode até parecer utopia. Mas, se for um exercício contínuo, acredito na eficácia. Lembrar todos os dias das coisas que você preza é uma opção para conseguir equilibrar certos sentimentos. E ainda, pensar que nem tudo é o que parece. Que nossa imaginação é muito fértil e que as achamos cabelo em ovo. Também funciona. Aliás, isso é bem coisa do ser humano: o “achismo”.

Uma dica de filme que vai abrir sua janelinha para esse tipo de reflexão é: As cinco pessoas que você encontra no céu. O filme conta a história de Eddie, um mecânico de um parque de exposição que morre no dia do seu aniversário. Ele passou boa parte da vida achando que era um fracassado. Depois de sua morte ele encontra cinco pessoas que mostram que as coisas nem sempre são como imaginamos. O filme nos faz lembrar que vivemos numa ampla teia e que temos o poder de mudar muitas coisas com simples gesto, e ainda mostra a importância da lealdade e do amor.

A propósito: O que é uma pessoa fácil?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Pensamento Mágico



Todos nós percebemos parte daquilo que somos capazes de ouvir e ver. Não prestamos atenção em alguns detalhes do dia-a-dia e assim não damos tanta importância. A antropóloga Paulo Monteiro, em seu comentário sobre o pensamento mágico lembra que para o “primitivo” essa relação se faz com base na afetividade. Por exemplo, ele presta muito mais atenção do que nós nas sombras, para ele, as sombras são almas, enquanto para nós seria simplesmente negação de luz.
Mesmo quando não se conhece a origem e o significado de alguma coisa, criamos um pensamento e uma imagem para isso. Muitas vezes ligamos a religião ou algo inexplicável para essa compreensão. O homem de outrora achava que se fosse até o horizonte cairia em um buraco, pois compreendia que a terra era quadrada. Ainda, achavam que dragões existiam, que as bruxas eram malvadas e que doenças causadas pela falta de higiene era coisa do “diabo”. Muitas vezes esses pensamentos servem como fuga, como maneira de afagar o desconhecido.

terça-feira, 22 de abril de 2008


A vida é cheia de surpresas, de gostos, de sabores. As vezes pensamos em algo, quando nos damos conta isso já aconteceu. Ver novas caras , novas possibilidades, novos horizontes é instigante. Estar em constante renovação é garantia de alegria, de esperança e de angustia boa. Nem sei se existe o contrario, mas acredito que essa vida é cheia de coisas para desbravarmos. Parar de produzir? Só se for nas férias. E mesmo assim estamos fazendo alguma coisa, amigos. Ta aí, uma coisa muito boa dessa vida, os amigos. Algumas vezes, substitui minha família por amigos. A distancia nos obriga a isso. Bem, tinha o pai, a mãe ( q na maioria das vezes era eu), o irmão mais velho, o mais novo e por aí vai. Claro que esse sentimento é apenas emprestado, pois a família, pelo menos a minha é insubstituível. Enfim, o sentimento é transferido sem nenhuma pretensão aparente. Quer dizer, existe uma pré -disposição a carência, a falta de alguma coisa. Amor, carinho e compreensão. Nossa, que coisa mais brega. O brega é legal. Isso tudo pra dizer que reencontrar pessoas que outrora foram mais importante que tudo, continua sendo muito gostoso. Adoro. A vida é bela. Amo tudo isso. Sentir a vida é maravilhoso. Obrigada!!!!

sábado, 12 de abril de 2008

Respirar, pensar e expressar.

O ser humano é insaciável. Sempre em busca de algo. Faz coisas inexplicáveis na procura pela sua cura. Às vezes fica tranqüilo e pensa que achou o tesouro para satisfazer suas necessidades. Na maioria dos casos é só olhar para o lado e sentir a felicidade. Mas não, insistimos com os altos e baixos.
É bom escutar o barulho da chuva. Olhar a montanha verde coberta por um manto branco e úmido. A folha de bananeira contrastando com o gira-sol no encerrar do dia. Águas calmas, aparência tranqüila. Dizem que depois da tormenta vem o sol para iluminar e aquecer o que outrora estava encharcado.
O bom é estranho. É calmo demais. Dá medo. Muitas perguntas sem respostas. O pior é que a maioria nem questiona. Está tão preocupada consigo que esquece até da chuva, das nuvens, do sol e do ar. Vamos respirar com vontade!
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Coisa de maluco?

De vez em quando, você não tem a impressão de que só você é louco e todo mundo normal? Então escuta só:
As prioridades do orçamento mundial, gastos em dólares:
Armamentos – 80 bilhões
Fumo – 40 bilhões
Publicidade – 25 bilhões
Cerveja – 16 bilhões
Vinho – 8 bilhões
Golfe – 4 bilhões

Total do necessário para satisfazer as necessidades elementares de saúde, educação e alimentação de todas as crianças do mundo – 3,4 bilhões.
Fonte: informe de 1995 do Unicef, órgão da ONU para a infância.

Não é coisa de louco? O mundão doido mesmo.

Energia Solar
O sol batendo no solo do Brasil (maior nação tropical do planeta) equivale por dia à energia gerada por 300.000 usinas Itaipu. Em termos energéticos, o babaçu do maranhão vale uma Arábia Saudita ( petróleo, esgotável em trinta anos). E o Brasil se mantém atrelado ao petróleo e às usinas Hidrelétricas.
Fonte: J.W. Bautista Vidal, entrevista a Caros Amigos, dezembro/1997.

Morra em nome de Deus!
Deus, Alá ou que nome tenha, em toda religião, é amor. Em nome d’Ele, no Oriente Médio judeus e palestinos se trucidam para ver quem tem direito (exclusivo e excludente) a viver na terra em que nasceu “o filho de Deus”.


Bem, o mais louco é que tudo isso foi publicado há dez anos atrás em uma sessão da revista Caros Amigos. Minha sensação é de que paramos no tempo, pois essas notícias e fatos são recentes. É coisa de maluco mesmo!